quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Acordei

Acordei de um sono antigo, longíquo

Como a bela adormecida na sua tumba enevoada de esquecimento dormi um sono pesado, conservado numa lembrança inquietante, numa imobilidade maldita

Acordei...

Mesmo assim o tempo não parou e a vida que sempre foi minha não aconteceu

Retornando ao rio correntoso da vida, despertei em movimento, olhei para trás, lembrei de vultos, de uma vida sob um encanto de sonho fora de esquadro

Acordei...

Tudo tem consequência

Dormi.

Dormi tempo demais?

Todavia a vida é minha

Despertei distante da margem segura das escolhas com rumo

Num lugar qualquer, numa paisagem...retalhado por medos, paixões, fantasias, ilusões

Contudo, o que me acordou me mostrou um rosto conhecido.

Era meu rosto!
Refletido num espelho, me vi num átimo de segundo

Gritei.

Dancei aos sete ventos, nos sete lados em sete movimentos.

Agora dia e noite percorro o caminho de volta para casa.



Escrita em 31/05/2015


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